O câncer de bexiga é um tipo de câncer que se origina no revestimento interno da bexiga, um órgão localizado na pelve responsável por armazenar a urina. Este tipo de câncer é mais comum em homens e geralmente afeta pessoas com mais de 55 anos. A forma mais comum é o carcinoma de células transicionais (urotelial), que se desenvolve nas células que revestem a bexiga.
É o tipo mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Surge nas células que revestem o interior da bexiga.
Representa cerca de 5% dos casos e está associado a irritação crônica ou infecções, como aquelas causadas pela esquistossomose.
Um tipo raro de câncer de bexiga, que se desenvolve a partir de células glandulares.
Vários fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de bexiga, incluindo:
1. Tabagismo: É o principal fator de risco. Fumar aumenta significativamente o risco, pois substâncias cancerígenas inaladas no fumo são excretadas pela urina e podem danificar o revestimento da bexiga.
2. Exposição a produtos químicos: Exposição a substâncias químicas industriais, especialmente no setor de tinturas, borracha e derivados de petróleo.
3. Histórico de infecções crônicas: Infecções repetidas da bexiga ou irritações, como as causadas por cálculos urinários ou o uso prolongado de sondas urinárias.
4. Tratamentos prévios: Radioterapia na região pélvica ou uso de certos medicamentos quimioterápicos podem aumentar o risco.
5. Histórico familiar: Embora raro, pode haver uma predisposição genética
Os sintomas mais comuns do câncer de bexiga incluem:
Este é o sintoma mais comum e pode ser visível a olho nu ou detectado por exames de urina.
Também conhecida como disúria.
Pode ocorrer em estágios mais avançados
O diagnóstico do câncer de bexiga geralmente envolve uma combinação de exames, incluindo:
1. Cistoscopia: Um exame em que o médico insere um cistoscópio (um tubo fino com uma câmera) pela uretra para visualizar a bexiga e verificar a presença de tumores.
2. Exames de urina: A análise da urina pode detectar células cancerígenas (citologia urinária).
3. Biópsia: Durante a cistoscopia, o médico pode retirar uma amostra de tecido para confirmar o diagnóstico.
4. Exames de imagem: Ultrassom, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) podem ser utilizados para avaliar a extensão do câncer.
O estadiamento do câncer de bexiga depende da profundidade com que o câncer invadiu a parede da bexiga e se ele se espalhou para outros órgãos. Os estágios são:
• Estágio 0: O câncer está confinado ao revestimento interno da bexiga (não invasivo).
• Estágio I: O câncer invadiu a camada interna da parede da bexiga, mas não os músculos.
• Estágio II: O câncer invadiu os músculos da bexiga.
• Estágio III: O câncer se espalhou para os tecidos ao redor da bexiga.
• Estágio IV: O câncer se espalhou para linfonodos próximos ou órgãos distantes (metástase).
O tratamento do câncer de bexiga varia dependendo do estágio e do tipo de câncer, além da saúde geral do paciente. As principais opções de tratamento incluem:
1. Cirurgia:
◦ Ressecção transuretral de tumor de bexiga (RTU-B): Usada para remover tumores pequenos, não invasivos. A cirurgia é feita por meio da uretra, sem necessidade de cortes externos.
◦ Cistectomia parcial ou radical: Em casos de câncer mais avançado, pode ser necessário remover parte (cistectomia parcial) ou toda a bexiga (cistectomia radical).
2. Imunoterapia:
◦ BCG (Bacillus Calmette-Guerin): É a imunoterapia mais comum usada para câncer de bexiga não invasivo. O BCG é colocado diretamente na bexiga para estimular o sistema imunológico a combater as células cancerígenas.
3. Quimioterapia:
◦ Quimioterapia intravesical: A quimioterapia é colocada diretamente na bexiga para tratar o câncer superficial.
◦ Quimioterapia sistêmica: Usada em casos mais avançados, onde o câncer já se espalhou para outros órgãos.
4. Radioterapia: Pode ser usada em conjunto com outros tratamentos ou quando a cirurgia não é uma opção. Ela é aplicada para destruir células cancerígenas.
5. Terapias-alvo e imunoterapia avançada: Medicamentos que visam mudanças específicas nas células cancerígenas ou que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer podem ser opções para casos avançados.
O prognóstico do câncer de bexiga depende principalmente do estágio em que ele é diagnosticado. Tumores não invasivos ou superficiais têm uma alta taxa de cura, mas o câncer de bexiga tem uma taxa de recorrência relativamente alta, exigindo acompanhamento regular. Para cânceres mais avançados, o tratamento pode ser mais complexo, mas as taxas de sobrevivência estão melhorando com novos tratamentos.
• Evitar o tabagismo: Não fumar é a maneira mais eficaz de reduzir o risco de câncer de bexiga.
• Uso adequado de equipamentos de proteção: Para aqueles que trabalham com produtos químicos, o uso de equipamentos de proteção pode reduzir a exposição.
• Manter acompanhamento regular: Pacientes com histórico de infecções urinárias crônicas ou com exposição a fatores de risco devem manter vigilância médica.
Se você precisar de mais informações ou detalhes sobre o câncer de bexiga, estarei à disposição para ajudar!
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Dr. Luiz Brandão. Médico Urologista. CRM 171.618 SP RQE 110.158. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade.